Hertz zine
Colagens, abstração e processos de criação do zine
Capa

Para capa eu decidi usar duas imagens do teatro da paz, um edifício histórico e marcante de Belém, uma de noite e outra de dia sendo ambas tiradas por mim. Tentei centralizar o meio das duas para um contraste das imagens.Queria dar um toque de personalidade e identidade para o zine(se não, não seria meukkk). Como título eu queria muito usar a “continuidade” do verso para brincar com o texto, então sob a orientação da professora marquei a primeira letra para facilitar a compreensão dessa intenção.

Col 1

Col 2

Col 3
Nas colagens busquei abordar diferentes conceitos do livro como: rua de convivência, intervalo e demarcações privadas no espaço publico. Exprimi essa ideias usando calçadas, bancos e jardins pois são locais e objetos que são signos dessas práticas. Passei um perrengue pra fazer essas colagensKSKSKSKS. Eu fiz no ciau então acabei tendo que fazer tudo no msm dia, e o ciau abriu só de tarde nesse dia então eu fiz rapidinho. Descobri q apagando a borda branca daria um efeito de papel rasgado então apliquei em boa parte das colagens pois gostei. Vi uma colagem que deixava as pessoas cinza num ambiente colorido, mas fui pelo caminho contrário, deixando os edifícios acizentados(tristes) e as pessoas coloridas pra tentar comunicar que mesmo o mais estético dos edifícios torna-se triste e inútil se não for feito para pessoas e se não houver pessoas nele. No mais, tive que aprender a mexer no aplicativo do zero ao longo da colagem (nesse processo eu perdi duas vezes a colagem inteira). Também mudei o fundo dos cenários para cores que conversavam com a abstração do zine pois ele é uma coisa só 
(Apesar de ter problemas com cores e centralidade na impressão) 
Uma colagem ficou preta até agora eu não sei o motivo, e além disso eu não sei até agora como sangrar borda, então a capa é o título centralizado que eu deixei foram tudo pra um lado.

   A parte abstrata foi de longe, é inesperadamente, a melhor parte desse projeto pra mim. E eu digo inesperadamente pois sempre foi a parte que eu menos entendia da aula. Oque acontece é que antes citaram abstração como algo que não precisa de significado, oque não entrou na minha cabeçakkk.
Mas depois foi dito outro caminho para abstração, o caminho pelo qual segui, que consiste em ter algo em mente mas desconstruir tal coisa até que sobre formas e cores. Eu tive uma epifania quando ouvi essa explicação, não atoa foi a primeira ideia que eu tive pro zine, antes mesmo de qualquer colagem ou capa, e se manteve a mesma até o resultado final. Sendo de longe a parte que me deixou mais satisfeito do projeto. Sem mais enrolação eu vou explicar que cena eu desconstruí pra chegar nesse resultado.
    Quando citado a explicação, a primeira imagem que eu pensei em desconstruir foi uma cena que, pra mim é acredito que pra muitos, é mais do que conhecida, é familiar. Peguei a cena de duas cadeiras de plástico postas em um quintal, ficou conhecida pelo album de “Bad Bunny” mas existia muito antes disso. 

Peguei essa cena tão nostálgica e adaptei à uma memória da minha infância, dos meus bisavós. Agora sim posso desconstruir! Feito isso tenho o resultado: um conjunto de formas e cores que sobrepostos tornam-se uma composição abstrata, mas de forma nenhuma sem sentido. Ela tem um significado (meu).


Depois desse texto, deixo vocês com o zine sendo manuseado em vídeo 

Segue ALGUMAS imagens usadas nas colagens (eu fiz no CIAU então eu perdi quase tudo)






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