Exposições do CCBB (tecitura do feminino e Brasil dos memes)


A primeira exposição visitada foi a “tecitura do feminino” de Marlene Barros. A exposição é composta de colagens, esculturas e crochês, abordando majoritariamente esferas da realidade feminina e temas como medo e a própria identidade feminina. A exposição utilizada de uma paleta de cores contratante para a imersão do tema entre linhas, fotos e pérolas.



Variando entre vermelho, branco e marrom, a exposição explora temas viscerais usando artifícios espaciais como profundidade, fazendo-se entender perfeitamente, principalmente para aquelas que vivem tal cenário. Um ótimo exemplo disso é o elemento exposto acima, que retrata o “segundo” entre o silêncio e a consumação da agressão. O elemento ganhou o nome de “por um fio”. Tecitura do feminino não é uma exposição que se propõe a agradar os olhos, mas a contrastar, gerar incômodo, incômodo de algo que está errado e deve ser resolvido.


A segunda exposição foi a dos memes, termo que deu nome a um estilo que posteriormente se tornou uma linguagem presente na vida de milhões de brasileiros. A exposição explora perguntas como “qual o limite do humor?” Ou “seria o humor uma arma de resistência e crítica à realidade?”, pergunta que é respondida ao longo do trajeto.


A exposição destaca como o humor e os memes podem ser ferramenta de resistência à realidade opressora, forma de divertir-se apesar das adversidades e crítica da sociedade, ao abordar temas como ditaduras no Brasil e as mentiras politicas que todos já conhecem. É uma exposição divertida e de certa forma reconfortante. Ela não traz a solução, ela critica o erro. E não desenha a massa popular brasileira como um “felizes para sempre”, mas como um “e escolheram não ser tristes para sempre” que , pessoalmente, eu acho muito mais legal.

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