Aula dia 09/04
Dia 09/04 tivemos uma aula sobre “objetos”, como material para aula foram escolhidos drops e dois textos acerca do assunto.(“animação cultural” e a “ficção como cesta”)
“Animação cultural” é um texto de 1998, porém com temáticas atuais. O texto é narrado por uma mesa redonda que, ao julgar mais centrada e igualitária, indica-se como líder do movimento “objetivo”(movimento defensor dos direitos objetivos), que em seu discurso aborda a relação homem/objeto como desequilibrada. Uma vez que, os humanos encaram objetos como escravos e inferiores.
Ao defender a ideia de igualdade ou até mesmo superioridade objetiva, a mesa apresenta estratégias e os progressos já atingidos pelos objetos citando dominância objetiva em aspectos da vida humana(que seguem acontecendo) e a crescente dependência humana de objetos.
O texto convida-nos a refletir acerca da influência não somente humana sobre o objeto, mas também objetiva sobre os humanos.
Em seguida, foi lido o texto “a ficção como cesta”, de Ursula K. Le Guin, que aborda a importância dos objetos para a perpetuação e evolução da humanidade. Porém o texto não vai pelo infame e “brilhante” caminho das lanças e espadas. A autora vai pelo caminho cotidiano, mas de extrema importância, o da cesta criada pela necessidade de guardar comida, que garantiu sobrevivência do ser humano e guiou-o para evolução. O texto destaca a importância que objetos sempre tiveram para a raça humana.
Acho importante destacar que os textos abordam a importância não só prática do objeto mas cultural. Objetos de diferentes materiais, formas e tamanhos tornam-se de fundamental importância ao passo que essa importância é vos dada. Isso se dá, acredito eu, pelo peso dos signos que carregam. Um bom exemplo são objetos ritualísticos, que deslocados de sua terra natal podem tornar-se meramente estéticos, enquanto que em seu devido lugar carregam grande e até mesmo sagrada importância. O muiraquitã, por exemplo, presente na cultura tapajó, o objeto é cercado de diversos mitos e lendas. Porém ao chegar na capital, tornou-se apenas adereço símbolo de “cultura”.
Os textos conversam com vídeos antes mostrados como “o poder do diálogo”, curta-metragem que usa de objetos, suas funções e significados para uma analogia com o diálogo. Ao combinar e recombinar diferentes categorias de objetos o autor apresenta diálogos que moldam ou refinam percepções e opiniões, além de como, quando dão errado, tornam-se destrutivos e desgastantes. É interessante pensar em como ao combinar objetos que “não conversam” pode representar algo dando perigosamente errado.
Ao conversar sobre tais elementos o único repertório que me veio foi a animação “tá chovendo hambúrguer” que apresenta um inventor que criou um dispositivo inovador de comida. Mas ao invés de tornar as coisas mais fáceis o dispositivo acabou exercendo forte influência na postura das pessoas acerca de alimentação, levando a problemas de saúde entre outros.
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