Hertz resumo
Diferenças territoriais
Público e privado:
Os conceitos de “público” e “privado” podem ser vistos e compreendidos em termos relativos como uma série de qualidades espaciais que, diferindo gradualmente, referem-se ao acesso, à responsabilidade, à relações entre a propriedade privada e a supervisão de unidades espaciais.
Demarcações territoriais:
No mundo inteiro encontramos gradações de demarcações territoriais, acompanhadas pela sensação de acesso. Em geral, é exclusivamente uma questão de convenção, que é respeitados por todos
Zoneamento territorial:
O caráter de cada área dependerá em grande parte de quem determina o guarnecimento e o ordenamento do espaço, de quem está encarregado, de quem zela e de quem é ou se sente responsável por ele.
A influência dos usuários pode ser estimulada, pelo menos nos lugares certos, isto é, onde se pode esperar o envolvimento necessário.
Intervalo:
A concretização do intervalo significa, em primeiro lugar e acima de tudo, criar um espaço para as boas vindas e as despedidas, e, portanto, é a tradução em termos arquitetônicos da hospitalidade.
Demarcações privadas no espaço público
O conceito de intervalo é a chave para eliminar a divisão rígida entre áreas com diferentes demarcações territoriais. Se incorporamos as sugestões espaciais adequadas em nosso projeto, os moradores sentem-se mais inclinados a expandir sua esfera de influência em direção à área pública. Deste modo, a qualidade do espaço público será consideravelmente aprimorado no interesse comum. Uma área de rua com a qual os moradores estão envolvidos, onde marcas individuais são criadas por eles próprios, é apropriada conjuntamente e transformada num espaço comunitário.
| Por: Thaiany Pieroni 04/10/2018 |
Obra pública:
O segredo é dar aos espaços públicos uma forma tal que a comunidade se sinta pessoalmente responsável por eles, fazendo com que cada membro da comunidade contribua à sua maneira para um ambiente com a qual possa se relacionar e se identificar.
Estrutura
A forma não apenas determina o uso e a experiência, mas também é igualmente determinada pelos dois na medida em que é interpretável e, portanto, pode ser influenciada. Em termos arquitetônicos, pode-se dizer que “competência” é s capacidade da forma de ser interpretada, e “desempenho” é o modo pelo qual a forma é/foi interpretada numa situação específica.
Urdidura e trama:
Pode-se dizer que a urdidura estabelece o ordenamento básico do tecido e, ao fazê-lo, cria a oportunidade para que se consiga a maior variedade e colorido possíveis junto com a trama.
Polivalência:
A única abordagem construtiva para uma situação que está sujeita à mudança é uma forma que parta da própria mudança como fator permanente. Em outras palavras, uma forma que se preste a diversos usos sem que ela própria tenha de sofrer mudanças, de maneira que uma flexibilidade mínima possa produzir uma solução ótima.
Visão:
Devemos procurar sempre o equilíbrio entre visão e reclusão, ou seja, buscar uma organização espacial que torne qualquer um, em qualquer situação, capaz de se escolher sua posição em relação aos outros.
Equivalência:
Quando partimos de uma ordem formal, é importante evitar forçar todos os elementos nesta ordem, porque inevitavelmente os tornaremos subservientes ao todo, isto é, o valor das partes será ditado pela ordem que governa o todo.
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