Gira-mundo
Foi “recomendado” pelos professores a visitas a exposições próximas à escola, dentre elas a exposição gira-mundo. Confesso que, ao entrar, a sensação dominante foi de fascínio e não de identificação(cheguei a pensar que fosse por não ser mineirokkk), fascínio pelo trabalho minucioso de pintura, estrutura e manuseio. Porém, ao explorar mais a exposição, me deparei com cenários no mínimo “conhecidos” ou análogos à minha realidade.Depois de consolidada nos contos de fadas, a equipe do gira mundo decidiu focar no folclore brasileiro, em especial o mineiro, e foi nessa área que reconheci um folclore mais do que conhecido para mim, que aqui é conhecida como “cobra norato”.
Bem, eu a conheci como boiuna ou mesmo “cobra grande”, uma serpente de tamanho inimaginável cuja cabeça está assentada na igreja da Sé(em Belém do Pará). A lenda eu deixo para contar outra hora, oque quero destacar aqui é que, junto com o “dango balango”, essa área contribuiu fortemente para meu envolvimento com a exposição.
Assim, percebi que não só a pintura indígena já conhecida ou suas histórias marcantes, o gira mundo contribui socialmente ao gerar identificação com a obra por diversos meios como o folclore, que eu particularmente adoro. Resgatando raizes e cativando diferentes públicos. Achei curioso como, com um trabalho árduo e cuidadoso, até mesmo bonecos se tornam de enorme valor para cultura, não acha?


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